Por Baixo dos Panos
Como tão voluptuosas curvas se escondem por cruéis panos?
Quem deixou tal crime acontecer?
Deviam ser livres, desafiar o moral, brincar com a compostura.
Ridicularizar os infelizes, encorajar os tímidos,
pôr em cheque moralistas, propor as delícias,
exterminar a maldade, promover o amor.
Para que a felicidade reinasse.
Ou, fossem cruéis, fruto proibido,
fim dos amantes, riso dos mal-amados,
símbolo sagrado, droga necessária.
Ah, antes os panos. Se não lhes fosse evidente a responsabilidade.
Os panos protegem as curvas da repressão,
deixando-as mostrar a quem merecer.
Nenhum comentário:
Postar um comentário